Você Comete “Erros Bons” ou “Erros Ruins”?
Você foi pelo caminho errado? Você disse as palavras erradas? Você ficou preso no passado e que acabou te levando ao erro? Pense um pouco sobre como você faz a reparação dos erros que cometeu. Você faz a reparação? A maioria de nós luta com essas perguntas e talvez você também. Se você já se disse: “Eu cometi um erro, agora o que eu faço?” Certamente já esteja pronto para lidar com futuros erros de forma diferente! Será que você comete “erros bons” ou “erros ruins”?
Erros fazem parte do processo de evolução do ser humano, inclusive no âmbito profissional. O problema é que muitas pessoas não conseguem reconhecer isso. Existem pessoas que não assumem erros, sempre têm respostas prontas e colocam o erro nos outros. Elas lidam com o erro se justificando. Normalmente, são pessoas resistentes a mudanças e que têm dificuldade em assumir suas falhas
Elas deixam de enxergar que estão cometendo erros!!!
Conseguimos nos desenvolver como ser humano quando aprendemos com os nossos erros. O aprendizado não acontece quando os erros causam frustração, decepção, vergonha e culpa que obscurecem a nossa mente. Buscar formas para ignorar nosso erro através da racionalização, pode nos levar ao extremo de tentar culpar uma outra pessoa por algo que nós fizemos. Há maneiras saudáveis para atravessarmos os nossos erros e desenvolvermos principalmente a resiliência.
Existem “erros bons” e “erros ruins”. O que faz a diferença é como respondemos a eles. Bons erros nos ensinam lições valiosas. Erros ruins são aqueles nos quais nos escondemos com vergonha, arrependimento e empacamos a nossa vida. Você comete “erros bons” ou “erros ruins”?
Você comete “erros bons” ou “erros ruins”?
Ao cometermos os nossos erros podemos atravessar processos pessoais dolorosos. Podemos até lutar para consertar as coisas que resultaram do nosso erro. Então, o que podemos fazer de melhor quando cometemos um erro?
Podemos aprender tornando-o em Erro Bom!!!!!!
O que quer que tenha acontecido podemos ter uma oportunidade de aprendizado. Considere:
- Existe algo que eu possa fazer para evitar esse erro novamente no futuro?
- O que o meu erro revelou sobre mim, sobre meus valores?
- O que aprendi sobre outras pessoas com essa situação onde eu errei?
Quando reservamos um tempo para refletir sobre a situação na qual erramos, é interessante rever como os eventos se desenrolaram, como foram feitas certas escolhas, e com isso tentar entender você mesmo e aos outros naquele contexto vivido. Você comete “erros bons” ou “erros ruins”?
Nós Podemos Aprender o Certo Através dos Erros dos Outros!
Manter-se atento diante do que acontece ao nosso redor é uma arma de segurança para esquivar-se de ferimentos evitáveis. O valor de aprender com os erros que outras pessoas já cometeram é que você pode evitar esses erros. Ao adotar a prática de evitar os erros fazendo o que pode ser mais difícil, mas necessário, você acelera sua velocidade para resultados, cortando o tempo da sua curva de aprendizado.
Existem Erros que nos Exigem Reparos Físicos!
Reparar itens físicos é uma forma de consertar ou de repor aquilo que materialmente foi danificado por um erro nosso. Pode ser o ato de pagar o dano de outra pessoa, diante de uma batida de carro que cometemos, ou repor um objeto que nos foi emprestado e que perdemos. Mas, às vezes, o dano causado é muito maior do que a nossa capacidade de repará-lo. Quais seriam esse danos?
Existem Erros que nos Exigem Reparos Relacionais!
Existem situações em que um erro mais grave, termina com uma amizade, ou ainda, afasta uma pessoa do nosso grupo de relacionamentos. É verdade, alguns erros são mais graves e outros menos graves. E muitos dos erros nos dão a oportunidade para fazermos a reparação. Você costuma fazer a reparação dos erros que comete com as pessoas? Você comete “erros bons” ou “erros ruins”?
Confira 4 etapas para fazer a reparação depois de cometer um erro com alguém:
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Você Vive a Empatia
Empatia é se colocar no lugar do outro; é tentar entender como seria para você estar vivendo a mesma situação dolorosa da outra pessoa. Muitas vezes somos capazes de sentir empatia porque já sentimos as mesmas emoções antes – dor psicológica, decepção, tristeza, ressentimento, traição, medo, etc.
Quando sentimos, mostramos empatia e reconhecemos os sentimentos dolorosos da outra pessoa, e ela provavelmente se sentirá reconhecida, ouvida e validada por nós.
Responda: É difícil tolerar que você causou sentimentos dolorosos em outras pessoas?
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Você Sente Culpa ou Vergonha?
O mais saudável é você deve admitir para si mesmo o que fez, e que acabou machucando a outra pessoa. Quando cometemos um erro com alguém das nossas relações, é porque fizemos algo que causou dor ou desconforto emocional. É uma ação que você fez . Admitir isso com honestidade, pode fazer você se sentir envergonhado. Sabe o que ajuda? Ajuda ter em mente que quando cometemos um erro, nós não somos um erro, a ação que fizemos é que foi o erro. Faz sentido?
Cometer erros não é a confirmação de que somos indignos ou sem valor. Essa é a diferença entre culpa e vergonha. Culpa é uma emoção que sentimos quando fazemos algo errado, vergonha é quando acreditamos que somos algo errado.
Quando somos capazes de não entrar na espiral de sentir vergonha pelo nosso erro cometido, podemos mais facilmente assumir a responsabilidade pelas nossas ações. Você comete “erros bons” ou “erros ruins”?
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Peça Desculpas
Empatia e sentimento de culpa diante do erro cometido, remetem o ofensor consciente ao pedido de desculpas ao ofendido. Dizer a outra pessoa que sentimos muito é poderoso. Mostramos conecção através do nosso pedido de desculpas diante de como a outra pessoa está se sentindo ou sentiu. Às vezes pode parecer um pouco difícil, porque podemos ter cometido um acidente grave que não foi intencional, mas que causa muita dor ao outro.
Depois de nos solidarizarmos, de nos responsabilizarmos pelo erro e de nos desculparmos, podemos dar a explicação de como ou porque a situação se desenrolou daquela maneira. Muitas vezes as pessoas não conseguem ouvir a nossa explicação sobre o nosso erro, se não se sentirem validadas pela dor que causamos à elas. Portanto, devemos assumir primeiro a responsabilidade através do pedido de desculpas para depois compartilharmos o quanto o nosso erro não foi intencional.
Se parecer que a pessoa ofendida está desproporcionalmente chateada, ela pode estar inconscientemente conectada a situação atual através de uma dor passada e que ainda não foi resolvida na cabeça dela. Mesmo que você ache que a pessoa está sendo irracional ou agindo desproporcionalmente, essa é a realidade psicológica atual dela. Entenda.
Podemos sim oferecer empatia pela dor dessa pessoa, pois devemos assumir a nossa responsabilidade de termos causado essa dor atual e pedir desculpas pelo nosso erro. Só não podemos assumir a total responsabilidade por qualquer dor à mais que ela esteja sentindo e que não fomos nós que causamos.
Mas não esqueca, também não devemos descartar a dor de alguém apenas porque não entendemos ou não concordamos. Podemos pensar: “Dada a história pessoal dessa pessoa, faz sentido que tenha reagido dessa maneira tão intensa”.
Mesmo que reconheçamos o erro e qualquer dor que causamos (empatia) e assumamos a responsabilidade para assim consertar as coisas, se não pedirmos desculpas, a outra pessoa pode ficar sentindo essa falta.
Quando se diz: “Sinto muito por você ter se machucado”, não é o mesmo que dizer “Sinto muito por eu ter te machucado”. Percebe a diferença? “Sinto muito por eu ter te machucado” tem a ver com a sua responsabilidade assumida.
Outro exemplo? Analise a seguinte frase: “Sinto muito que você se sentiu ferido”, você consegue perceber que coloca a responsabilidade sobre a outra pessoa que se sentiu ferida? Esta frase assume uma postura sua de culpabilização do outro. Não nos envolve no ato de assumir a nossa responsabilidade pelas nossas ações. Seja encorajado a assumir os seus atos. Você comete “erros bons” ou “erros ruins”?
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Reparação
Quando um erro é cometido por nós, é mentalmente saudável fazermos a reparação. Às vezes pode ser de ordem material como já explicamos anteriormente. Se quebramos ou danificamos algo físico, precisamos substituir ou reparar o item.
Outras vezes é mais delicado. Podemos ter que reparar o sentimento de confiança de alguém que passou a desconfiar de nós. Isso geralmente leva um tempo. Envolve uma série de eventos repetidos em que o infrator faz o que disse que faria, para tentar restabelecer novamente a confiança da outra pessoa.
A confiança é como um banco, onde fazemos depósitos e saques. Às vezes, quando um erro é grave, a confiança perdida é maior do que o próprio erro. Levará tempo e esforço para reconstruí-la com a pessoa traída.
Nesse sentido, reparar o que foi quebrado, que é o vínculo de confiança, é reparar as nossas próprias ações. Embora não possamos desfazer o que foi feito porque já foi feito, podemos tentar consertar as coisas nas ações atuais e futuras. Quando assim fazemos, mostramos boa fé a quem magoamos e ajudamos a tornar a relação no que era antes. Você comete “erros bons” ou “erros ruins”?(Continua Abaixo)
Perdoe a si mesmo. Você é uma pessoa imperfeita. E tudo bem, tá?
Tenha compaixão por si mesmo como ser humano. Todos nós cometemos erros.
Você pode analisar que, dada sua história pessoal de vida, as decisões que você tomou e que levaram ao erro podem fazer sentido por conta desses ingredientes. Isso não quer dizer que você agiu corretamente.
Se você considerar sua própria história de vida como um estímulo para que atualmente você cometa certos erros, será mais fácil ter empatia consigo mesmo pelo motivo pelo qual acabou fazendo o que fez.
Se você é pai e quando reconhece que cometeu um erro e pediu desculpas, você mostrou a seus filhos que não há problema em cometer erros e voltar atrás. Você mostra que coloca o orgulho de lado em pról daquele relacionamento. Quando você pede desculpas ou diz a seus filhos que, se tivesse que fazer tudo de novo, faria diferente, está criando uma cultura familiar que permite o crescimento, a evolução, o amadurecimento.
Você não está se afirmando como alguém infalível ou perfeito, ao contrário, está se aceitando como é. Quando você faz isso, também está aceitando seus filhos como eles são – com seus esforços, tentativas, sucessos e fracassos inevitáveis. Você está modelando como falhar bem. Isso é inestimável.
Se somos nós os ofendidos!
E se formos a parte ofendida? Os mesmos quatro passos são necessários, mas com algumas diferenças. Reconhecer que fomos feridos e falar honestamente com a parte ofensora é absolutamente necessário. Mas se contribuímos para o erro do nosso ofensor para conosco, devemos nos responsabilizar pela parte que nos cabe e oferecermos um pedido de desculpas pelo nosso papel na ofensa recebida. A parte infratora deve aceitar o seu pedido de desculpas. Se não aceitar, peça desculpas do mesmo jeito. O importante são os seus sentimentos.
O ofendido e o ofensor, podem empregar a empatia e considerar como um e outro se sentiram. Se eu fui ofendido ou magoado, como alguém que também erra, posso ter empatia por quem me machucou. Posso dizer: “Dada a sua história de vida, faz sentido que você tenha agido dessa maneira. Mesmo assim, fui afetada pela negatividade da sua ofensa. Eu sou capaz de entender, mas ainda fico sentindo as consequências de suas ações. Vamos trabalhar juntos em nossa relação para consertar isso.”
Vida sem Erros Não Existe!
Uma vida sem reconhecer os seus próprios erros, sem pedir desculpas e sem realizar as reparações, pode se tornar uma vida de isolamento, amargura e de arrependimento cruel. Se tivermos a coragem de sermos honestos, enfrentaremos nossos sentimentos e nossa dor, e buscaremos nos reconectar com as pessoas mesmo quando os nossos erros ocorrerem. Podemos viver e conviver com as pessoas através de qualquer dor que surja. É um desafio evolutivo, mas é gratificante.
É claro que muitas situações não permitem uma “repetição”do “erro”. Como seres totalmente humanos, normalmente aprendemos a viver com os “e se”, imaginando como as coisas poderiam ter sido diferentes se tivéssemos feito uma outra escolha. Você comete “erros bons” ou “erros ruins”?
Faça esse Exercício:
Preencha o espaço em branco para seus próprios arrependimentos: “Eu gostaria de não ter _________________.”
Como já explicamos, existem “erros bons” e “erros ruins”. O que faz a diferença é como respondemos a eles. Bons erros nos ensinam lições valiosas para que não voltemos a cometê-los. Erros ruins são aqueles nos quais nos escondemos com vergonha, arrependimento e empacamos na vida.
Aprendizados para mudanças internas ou mudanças externas:
1. Abrace desafios e adversidades da vida, em vez de simplesmente tentar fugir.
Desenvolver a técnica da atenção plena (mindfulness) pode ajudá-lo a aprender a estar presente neste exato momento. Aplicar a atenção plena a uma situação desafiadora pode ajudá-lo a nutrir a autoconsciência. Embora você não possa mudar o passado, você tem escolhas para seus próximos passos daqui para frente, ou seja, para o agora.
Uma abordagem consciente através da prática de atenção plena, pode ajudá-lo a perceber seus pensamentos e sentimentos e conhecê-los à medida que eles chegam em sua mente, oferecendo espaço e compaixão. Pausar no momento presente e observar sua respiração ou outro ponto de foco pode ajudá-lo a experimentar maior consciência e clareza para estar presente no que é exatamente agora.
2. Inspire a cura interior e a mudança exterior com autocompaixão.
Pesquisas mostram que a autocompaixão pode nos ajudar a melhorar nossas vidas e estar conosco de maneiras mais receptivas. A autocompaixão com ternura pode capacitá-lo a aceitar a si mesmo, que é uma prática que pode florescer como força de autocuidado. Expanda a autocompaixão que motivará a mudança compassiva em si mesmo:
- Como você pode oferecer compaixão a si mesmo ao contemplar onde falhou?
- Como você pode oferecer a si mesmo o espaço interno para considerar a situação como aprendizado, crescimento e mudança?
3. Auto-exploração corajosa.
Considere perguntas orientadoras, como:
- O que posso aprender com experiência do meu erro?
- Se eu pudesse trilhar esse caminho novamente, o que eu faria diferente? Como eu seria diferente?
- O que preciso aprender ou estudar mais para me capacitar a fazer escolhas diferentes?
- Que conselho posso dar a outra pessoa numa situação semelhante?
- Que pensamentos, hábitos ou comportamentos posso escolher, examinar ou mudar, para que eu possa responder a determinadas situações de forma diferente da próxima vez?
4. No que estou preso e no que posso mudar?
Sem dúvida, algumas situações são corrigíveis e outras não. Às vezes não é fácil ou mesmo possível curar um relacionamento que foi rompido. Se você passa por esse tipo de situação questione-se: Esta é uma situação que posso mudar? Seja honesto consigo mesmo sobre o dano que foi feito. Isso foi um simples erro ou um padrão constante de erros e de negligência que você sempre cometeu?
“Não podemos mudar as cartas que recebemos, apenas como jogamos a mão.”
―Randy Pausch, The Last Lecture
Se você decidir se aproximar da pessoa que foi ofendida para tentar fazer a reparação, lembre-se da importância de ouvir essa pessoa. Não apenas ouvindo, mas ouvindo com a intenção genuína de entender o ponto de vista dela. Depois de ouvir atentamente, você pode compartilhar com essa pessoa o que ouviu, o que está aprendendo com ela e como trabalhará para acertar os pontos daqui para frente.
Em sua conhecida “Última Palestra” (2007), Randy Pausch, professor da Carnegie Mellon University, Ph.D., ofereceu esse conselho:
As desculpas apropriadas têm três partes:
1) O que eu fiz foi errado.
2) Eu me sinto mal por ter te machucado.
3) Como posso melhorar isso?”
5. Fortaleça-se por meio de psicoterapia e de textos inspiradores.
Segundo o site Alcoólicos Anônimos, o texto da serenidade é sem dúvida um dos textos mais conhecidos. Foi encontrado no New York Herald Tribune em 1941. Embora atribuído ao teólogo Reinhold Niebuhr, pode ter sido criado pelo filósofo Aristóteles ou pelo filósofo holandês Baruch Spinoza (AA, 2009).
“Dá-me a serenidade para aceitar o que não posso mudar,
Coragem para mudar o que posso
E a sabedoria para saber a diferença.”
Você já se pegou repetindo mentalmente as situações nas quais gostaria de ter atuado de forma diferente? Pensar demais e dessa maneira é chamado de ruminação mental. Ruminamos sobre os eventos que já aconteceram. Uma reação ruminativa a um evento passado muitas vezes desencadeia memórias de situações semelhantes do passado e produz um foco improdutivo entre o eu real e o eu ideal.
Agende uma consulta de psicoterapia
A psicoterapia se concentra em ajudá-lo a identificar como seus pensamentos podem influenciar seus sentimentos e comportamentos. Consultas regulares de terapia podem ajudá-lo a reformular a visão de seus erros de uma maneira mais produtiva. Em vez de ver os erros como fracassos que você não pode deixar de lado, você pode vê-los como lições de aprendizado e trampolins que ensinam em várias áreas de sua vida onde há espaço para crescimento, desenvolvimento, evolução e amadurecimento emocional.
A ruminação é produto da má resolução de problemas, ansiedade e depressão. A boa notícia é que existem soluções para sair dessa rotina, e elas são mais simples do que você imagina. Vamos lá!
Não rumine erros de pensamentos
Verifique se há erros em seu pensamento. Às vezes, a ruminação é desencadeada por erros cognitivos. O problema é que você provavelmente poderá não detectar pensamentos distorcidos quando estiver ruminando.
A solução é desenvolver uma boa compreensão de seus erros originados por pensamentos repetitivos, ao longo do tempo, mas fazer isso em momentos de calma, para que você ainda seja capaz de reconhecê-los nos momentos em que estiver sentindo emoções intensas. Você comete “erros bons” ou “erros ruins”?
A ruminação é um problema generalizado. que você precisa estar mais consciente de quando está fazendo isso e ter estratégias prontas para serem usadas. Isso leva tempo e esforço. Mas é importante – para sua saúde mental e produtividade – tentar cortá-los pela raiz. Portanto faça algo por você, antes de se aprofundar em sua próxima espiral do “teria, deveria, poderia ter”. Combinado?
Agende a sua Psicoterapia Online (12) 99797-1333